AMOR&POESIA#37

Agosto 27, 2007

Este é o podcast em que reapresento as minhas poesias.

Abrimos o podcast com Poema XLVIII do Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, onde ele fala dos versos que, depois de criados, partem para longe… “Ei-los que vão já longe como que na diligência”.

XLVIII – Da Mais Alta Janela da Minha Casa

“Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus

Aos meus versos que partem para a Humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos

Porque não posso fazer o contrário

Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,

Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena

Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os terá?

Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvores, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!

Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.

Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Passo e fico, como o Universo.”

Algumas das minhas poesias foram escritas há alguns anos e durante algum tempo tive dúvidas quanto a divulga-las…


Parafraseando o Alberto Caeiro, ei-las que partem neste podcast para conhecer o mundo.

Um piano na noite, , Alguma Poesia, A Mulher, Lua Minguante, Recuerdos de Mariñero, A Nave Vai e Ode A Natal. As músicas: Você, Marina Elali, numa bela interpretação desta composição de 1974 de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; My Immortal com a Banda Evanescence; Milagreiro,com Djavan e Cássia Eller; Enigma_Erotic Dreams, do CD Temple Of Love, Pharao’s Dream. Fechando o podcast, Lenine, com Todas Elas Juntas Num Só Ser. Até o próximo podcast. Tudo de bom pra você.


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AMOR&POESIA#35

Agosto 6, 2007

Abrimos o podcast com um texto da escritora, palestrante e consultora em relacionamentos, Rosana Braga. A música de fundo chama-se Genesis Wave, é do músico Indiano, Anup, do álbum Embrace (www.magnatune.com).
Em seguida trazemos a saudosa poetisa Goiana, Cora Coralina e a sua poesia repleta de cores, de vida e de sabedoria… Assim Eu Vejo A Vida, O Cântico Da Terra e Conclusões De Aninha acompanhadas pela bela música do Djavan, Cigano, da não menos bela O Cio Da Terra de Milton Nascimento e Chico Buarque e da grande interpretação de Cássia Eller em Toda Vez Que Eu Digo Adeus (Every Time We Say Goodbye de Cole Porter – versão: Carlos Renó).
Na seqüência, trazemos do Espanhol Federico Garcia Lorca, Deseo, acompanhada pela música de Gloria Estefan, Con Los Años Que Me Quedam.
Do nosso príncipe dos poetas, o grande Olavo Bilac, temos as poesias Via Láctea e Inania Verba.
Encerramos o podcast com uma grande saudade… Marcos Valle e o “bituca” Milton Nascimento, com Viola Enluarada, um clássico da MPB.

E assim colocamos no ar mais um podcast.

Quero que você sinta-se à vontade para deixar os seus comentários sobre o meu trabalho.

Um abraço do Daniel.

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AMOR&POESIA#21

Janeiro 21, 2007

Mais um podcast em que trazemos logo na abertura, Desejo, uma mensagem que dá o que pensar. A música de fundo é Karma Lounge do album The Global Listening Experience. Em seguida temos a Cássia Eller com O Segundo Sol. Na seqüência uma adaptação do texto Depois de Algum Tempo, atribuído a William ShakespeareSe Algum Dia Eu Soubesse mas, na verdade, o texto original em Inglês chama-se After A While e foi escrito por Veronica A. Shoffstall por volta de 1998 e vem sofrendo “adaptações” desde então. Enfim, este texto foi inicialmente atribuído ao Bardo Inglês.. Depois de Algum Tempo.
Mesmo depois de algum tempo e “antes tarde que nunca”, fazemos aqui esta retificação/reparação. A música de fundo é a famosíssima When I Fall In Love… com uma pequena intervenção minha no vocal.
Trazemos, logo depois, um super flashback com a Banda Air Supply, All Out Of Love. Novamente trazemos na íntegra o tal texto da polêmica “adaptação” e apontado como tendo surgido da pena do grande William Shakespeare: Depois de algum tempo – de fundo temos a música do José Virgílio Teixeira, Era e a versão solo para violino da trilha sonora do filme A Lista De Schindler. Do novo CD ao Vivo da Banda Roupa Nova, temos Dona.
Do escritor francês Antoine de Saint-Exuperry temos uma passagem que fala das pessoas que passam em nossas vidas e que sempre deixam ou levam alguma coisa, seguida pela música Amor De Índio de Beto Guedes com a participação de Djavan.