AMOR&POESIA_76

Julho 4, 2009
Neste podcast, trago as poesias de Antônio Kleber. O programa é todo dedicado ao poeta carioca autor dos livros “Quarenta Sonetos Sem Pecados” e “Tuna“, ambos pela Editora ZEM do Rio de Janeiro. Antônio Kleber que tem, na minha opinião, como principal característica o total domínio dos recursos da língua e uma pena muito apaixonada, que nos fala de amores perdidos, de saudades… Sempre com muito sentimento.
Descobri o poeta na internet. Então ele começou a enviar-me as suas poesias. Confesso que no princípio, senti-me um tanto quanto apreensivo em função do desafio que antevi para interpretar as suas poesias e expressar o sentimento nelas contido. Hoje, penso que foi um bom desafio. Sinto-me recompensado agora que publico este podcast.

Apresento as poesias Cessa A Busca, Partidas, Coisas Antigas, Lembrança, Amor E Violência, Últimos Avisos, Partidas, Sofrimento, Vibrações, Sonho, Após O Olor Que Alenta, Uma Saída, Cultivo De Saudades, Agora É Tarde, Muito Tarde!, Murmúrio e Cereal Da Vida.

Músicas:

Lembra de Mim_ Emilio Santiago (Ivan Lins/vitor Martins), Titanic Symphony _ Richard Clayderman, O Chamado_ Marina Lima, Lara Croft_Tomb Raider Game Music, Serenade (Franz Schubert) _ Richard Clayderman, Why _ Annie Lennox, The Eyes Of Truth Is Always Watching You _ Enigma, Hovering Venus _ Psychetropic _ Magnatune, The Internal _ ABA STRUCTURE _ Magnatune, How Can You Mend A Broken Heart _ Bee Gees (Ao Vivo!) – Para matar saudades.

OPERÁRIO-PRANTO
Solto a vida no vagar da sorte
como a morte no trilhar do sonho
No infinito do cantar sombrio
colho o fruto do sofrer eterno

Divagando no saber estranho
conhecendo a força do mistério
argamasso a construção do canto
na canção que diz do amor sublime

Maldizendo o que recebo em troca
nesse troço de trocar amores
vou seguindo o meu caminho ao largo
debandando da tragédia amarga
Prisioneiro deste pesadelo
vendo o sangue do operário-pranto
desconheço a solução da força
pra rezar um terço de emoção

—-

Este é o grande poeta Antônio Kleber. Operário da poesia.
Espero que você também goste.

Um abraço deste que vos fala e escreve.

Daniel Amaral.

PS: O desenho acima foi feito dentro do comboio – que é como os portugueses chamam os trens – que faz a linha Lisboa/Sintra.
A rapariga (moça de família) estava a dormir e tinha uma expressão imperdível.

Os trens em Portugal são muito confortáveis e todos os usam. Decerto que nunca estão sujeitos a chicotadas, como os moradores da baixada fluminense. Uma cena que vi na tv. Aliás, cena muito lastimosa e triste.

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