O Luar

Fevereiro 24, 2008


Numa noite clara de Abril que nascia ainda,
Vi o teu rosto esculpido na branca face nua
Lá estavam os teus belos olhos brilhantes
Nos lampejos etéreos e pujantes da lua

Refletida por todo o grande “Mar da Tranqüilidade”
À noite que se abria ao cantar dos mornos ventos
Retirando-me do coração tristezas e tormentos,
Me vinha a tua presença em alento e verdade

Enquanto eu caminhava pelos ermos da noite
Via o teu olhar por cada canto da solitária rua
Em todo o luar a tua presença era um açoite
A lanhar-me o dorso com o brilho morno da lua

Os meus passos ecoam distante o teu nome
Enquanto fito os teus olhos brilhantes e belos
Olho-te nos frêmitos da lua, em ternos anelos,
Para matar a saudade que impiedosa me consome

Sob o brilho límpido e sobranceiro da deusa,
As flores noctívagas exalaram o teu cheiro
No instante claro em que a tua face era tudo,
Teu nome parecia ecoar pelo mundo inteiro

Vejo-te na lua que resplandece sem pejo
Ora tímida, ora fogo, em labareda transluzida
Na sinuosa noite vêm-me intenso o desejo
Enquanto vou pelas ruas da noite perdida

Ainda que me faltem as noites de luar
Ainda que me falte na vida passante
Espero, mesmo assim, para sempre te amar
E tocar tua mão e beijar-te o semblante,
Mesmo que estejas, num mágico instante,
Refletida num astro ermo e errante

Daniel Amaral
24/02/200


AMOR&POESIA#47 – AS POESIAS DO MESTRE INDIANO, RABINDRANATH TAGORE – Parte II

Fevereiro 19, 2008
Este podcast pretende uma continuação na apresentação da linda obra do mestre Rabindranath Tagore. Na verdade, este foi o primeiro podcast que preparei para apresentar as poesias do grande Tagore… Como fiquei indeciso quanto ao resultado final diante de tamanha responsabilidade, resolvi produzir um novo podcast a partir deste.
Rabindranath Tagore nasceu em 7 de maio de 1861, em Calcutá, Índia, então sob domínio britânico. Tagore era filho do reformador religioso hindu chamado Devendranath Tagore, que se encarregou de sua educação.
Entre 1878 e 1880, o escritor esteve na Inglaterra e conheceu a literatura e a música européias. O gênio prolífico e criativo do escritor se traduziu ao longo da vida numa vasta obra que abrangeu todos os gêneros e estimulou a renovação da literatura em língua bengali.

Poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu; nascido em Calcutá; seu pensamento abre novos caminhos a interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais; recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1913; principais obras poéticas : O Jardineiro, O Carteiro do Rei, e Pássaros Perdidos.

As músicas deste podcast são da compilação Music For Meditation da MAGNATUNE – www.magnatune.com além de MobyPorcelain (Trance Remix com a participação de Enya) e No One a bela interpretação desta nova música de Alicia Keys.
Fontes de Pesquisa: http://www.starnews2001.com.br/rabindranath_tagore.html, http://pt.wikipedia.org/wiki/Rabindranath_Tagore


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AMOR&POESIA#46 – As poesias do mestre indiano, Rabindranath Tagore

Fevereiro 1, 2008


É com muito orgulho que coloco no ar mais este podcast em que apresento as poesias do mestre indiano, Rabindranath Tagore.

Poeta, contista, dramaturgo, músico, pintor… foi o maior poeta moderno da Índia e um dos maiores gênios da cultura indiana, tendo recebido o Prêmio Nobel de literatura em 1913.

Poema de Despedida

É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.

Rabindranath Tagore

As músicas deste podcast são da compilação Music For Meditation da Magnatunewww.magnatune.com.

Fontes de Pesquisa: http://www.starnews2001.com.br/rabindranath_tagore.html, http://pt.wikipedia.org/wiki/Rabindranath_Tagore.

Este é o nosso podcast de Fevereiro. Espero que você goste e deixe o seu comentário.

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